terça-feira, 21 de outubro de 2008

Leite e Osteoporose: os ossos da controvérsia

Contrariamente à onda publicitária do meio médico, na verdade as hormonas sintéticas, os laticínios e a maioria dos suplementos de cálcio enfraquecem os ossos e têm outras influências negativas sobre a saúde.


Extraído de Nexus Magazine, volume 5, número #6 (outubro-novembro de 2000). PO Box 30, Mapleton Qld 4560 Australia. nexus@peg.apc.org Telefone: +61 (0)7 5442 9280; Fax: +61 (0)7 5442 9381 Da nossa página na internet: http://www.nexusmagazine.com

© 1998 Sherrill Sellman Light Unlimited Locked Bag 8000 - MDC Kew, Victoria 3101, Australia Telefone +61 (0)3 9810 9591 Fax: +61 (0)3 9855 9991 E-mail: golight@ozemail.com.au


UMA NOVA DOENÇA, UMA NOVA OPORTUNIDADE COMERCIAL

Hoje em dia, a osteoporose é notícia - e negócio. Como doença, saiu da obscuridade há apenas duas décadas para tornar-se uma preocupação das mulheres de todo o mundo industrializado. Campanhas publicitárias nos meios de comunicação e folhetos nas salas de espera dos médicos e nas farmácias alertam as mulheres o tempo todo para o perigo do desatarecimento da massa óssea.

A onda de propaganda anuncia que uma em cada duas mulheres com mais de 60 anos vai provavelmente esfarelar-se com uma fractura osteoporótica (mas um homem de cada três também terá osteoporose); que a incidência de fracturas de quadril excede a de cancro da mama, colo e útero combinados; e que 16% das pacientes que sofrem fracturas de quadril morrerão dentro de seis meses, enquanto 50% exigirão cuidados constantes a longo prazo.1

As estatísticas também dizem que, nos Estados Unidos, mais de 20 milhões de pessoas têm osteoporose e cerca de 1,3 milhão por ano sofrerão fractura óssea em decorrência da doença. Em 1993 os Estados Unidos sofreram a perda estimada de 10 bilhões de dólares devido à perda de produtividade e ao custo do tratamento de saúde relativos à osteoporose. Contudo, é importante examinar estas estatísticas dentro do seu contexto. Embora seja verdade que ocorram mortes de homens e mulheres que sofreram fracturas do quadril, em geral essas pessoas são muito idosas e fracas. As pessoas que morrem de fracturas do quadril não só são as mais fracas como também sofrem de outros problemas.

As mulheres são bombardeadas o tempo todo com a mensagem de que a guerra à perda óssea deve incluir suplementos de cálcio e o consumo diário de alimentos ricos neste mineral, principalmente laticínios. Os médicos recomendam insistentemente às mulheres que passaram pela menopausa o uso a longo prazo de estrogénio (sintético) e, se mais ajuda é necessária, indicam o uso de drogas que estimulam a formação óssea, como o Fosamax. Assim, asseguram à mulher que, armada com este arsenal poderoso, ela poderá andar erecta, sem risco de fracturas, até o fim de sua vida. Infelizmente, isto está longe da verdade.

Na verdade, os tratamentos mais populares para a osteoporose são perigosos para a saúde da mulher. Sabe-se que o estrogénio sintético é uma droga cancerígena. A maioria dos suplementos de cálcio é não só ineficaz na reconstrução óssea como podem levar realmente a deficiências minerais, à calcificação das articulações e a pedras nos rins. E, ao contrário da crença popular, já se provou que os laticínios são uma das causas principais de perda óssea.

A INDÚSTRIA DA OSTEOPOROSE: UMA ALIANÇA IMORAL

A osteoporose fez brotar uma indústria de crescimento fenomenal. A venda de um único remédio à base de estrogénio, o Premarin, atingiu 940 milhões de dólares em 1996.3 A indústria americana de laticínios floresce com sua receita anual de 20 bilhões de dólares.4 E a venda de suplementos de cálcio está numa espiral ascendente rumo às centenas de milhões de dólares.

A indústria da osteoporose criou não só um imenso mercado para seus produtos; foi também especificamente projectada para atingir as mulheres. É óbvio que a amedrontadora campanha publicitária da osteoporose como "ladrão silencioso" que ataca os ossos das mulheres já se pagou. Infelizmente, as mulheres, inocentes, não sabem que, na verdade, estão sendo atacadas por uma aliança imoral das empresas farmaceuticas, dos profissionais da medicina e da indústria de laticínios, que orquestraram uma das manobras propagandísticas mais bem sucedidas e planejadas da história.

Ao distorcer os factos, manipular as estatísticas e ocultar pesquisas científicas na busca do lucro, mais uma vez esta poderosa aliança pôs vidas em perigo ao expor as mulheres à incidência crescente de doenças como cancro de mama e ovário, derrames, males do fígado e da bexiga, doenças coronarianas, alergias, pedras nos rins e artrite.

AS RAÍZES DO EMBUSTE

A Segunda Guerra Mundial anunciou um importante ponto de virada na medicina. Antes da guerra, as empresas farmaceuticas eram, em sua maioria, pequenos negócios envolvidos principalmente na fabricação de fórmulas à base de ervas. O surgimento de uma ciência mais sofisticada depois da guerra mudaria para sempre a face da medicina. Segundo Sandra Coney, autora de The Menopause Industry (A indústria da menopausa): "Utilizando o poder e o prestígio da ciência, a medicina entrou numa nova era 'moderna', tornando obsoleta a abordagem das 'mãos que curam'. A medicina poderia desenvolver uma tecnocracia na qual os especialistas estivessem armados com a química e a maquinaria."5

O desenvolvimento de hormonas sintéticos acompanha o crescimento da indústria farmaceutica. A criação do primeiro estrogénio sintético, o dietil-estilbestrol (mais conhecido como DES), seguida de perto pela descoberta de um processo para sintetizar hormonas esteróides a partir da urina de éguas grávidas (o remédio é conhecido nos Estados Unidos como Premarin), trouxe finalmente ao mercado uma fonte barata de estrogénio.

A introdução de anticoncepcionais orais em 1960 deu início ao primeiro uso disseminado dessas drogas por mulheres. Poucos anos depois, em 1966, as mulheres em menopausa tornaram-se o foco da indústria que não parava de crescer. O mito infeliz de que todas as mulheres na menopausa sofreriam destruição e ruína totais de seus corpos e mentes sem suplementação de estrogénio espalhou-se como fogo de palha nos países industrializados. Foi o paraíso para a indústria farmaceutica, pois as mulheres acorreram a tomar esta suposta pílula da "fonte da juventude".

Embora tenha havido alertas esporádicos a respeito do estrogénio durante quase 30 anos, na prática a corrida ao lucro ignorou-os. Sabia-se, em especial, que a estrona, forma de estrogénio contida no Premarin, podia ser associada ao desenvolvimento de cancro do endométrio (revestimento do útero).

Sandra Coney escreve: "Já em 1947, um jovem pesquisador da Columbia University, dr. Saul Gusberg, relatou que havia um fluxo constante de usuárias de estrogénio a fazer curetagem para diagnóstico de sangramentos anormais. Os resultados patológicos das curetagens mostraram superestimulação do endométrio."6

A bolha explodiu em 1975 com a publicação de um estudo importante na prestigiosa revista New England Journal of Medicine que demonstrava que o risco de cancro do endométrio aumentava 7,6 vezes em mulheres que usavam estrogénio. Usuárias de longo prazo corriam risco ainda maior. As mulheres que usavam estrogénio há sete ou mais anos tinham probabilidade de desenvolver cancro do endométrio 14 vezes maior do que as que nunca usavam a hormona.

Naquele mesmo mês, dados do registro de cancro da Califórnia confirmaram a descoberta. Entre as mulheres brancas com 50 anos ou mais, houvera um aumento de mais de 80% do cancro do endométrio entre 1969 e 1974.8

Cresciam as provas dos perigos do estrogénio. Além do cancro de endométrio, o estrogénio foi ligado também ao cancro da mama e dos ovários, aos males do fígado e da bexiga e ao diabetes. Surgiram mais questões a respeito de outros possíveis efeitos colaterais.

O Premarin, estrela em ascensão da fábrica Ayerst, começou a sofrer um sério declínio, assim como o lucro da empresa. Houve uma queda dramática das indicações de uso de hormonas no mundo todo. O uso de estrogénio caiu 18% de 1975 a 1976 e mais 10% de 1976 a 1977.9

A ARTE DE MANIPULAR A PERCEPÇÃO

Algo tinha de ser feito para salvar um mercado tão lucrativo. Como o estrogénio isolado era acusado de causador do cancro do endométrio, as empresas farmaceuticas, reconhecendo o erro da recomendação de estrogénio isolado às mulheres com úteros intactos, tentaram consertar o fiasco adicionando-lhe uma progesterona sintética, a progestina. Argumentou-se que a progestina protegeria o útero dos efeitos proliferativos do estrogénio (como acontece na natureza), embora não tenham sido realizados estudos de longo prazo para provar a segurança da combinação de progestina e estrogénio. Assim, surgiu a terapia de reposição hormonal (TRH) - terapia de estrogénio em nova embalagem.

Contudo, as mulheres começavam a questionar a sério o problema do uso de hormonas sintéticas, e assim a indústria farmaceutica precisou de encontrar uma razão irresistível para atraí-las de volta às hormonas. A osteoporose, doença de que 77% das mulheres da época jamais tinham ouvido falar, estava à espera nos bastidores. Como explica Sandra Coney: "Com o objectivo de reabilitar a TRH, as mulheres foram sido submetidas a uma 'campanha cuidadosamente orquestrada' para advogar o estrogénio como forma de prevenção da osteoporose."10

Para alterar a percepção das hormonas pelo público e exonerar seus efeitos ameaçadores sobre a vida, foi preciso criar algumas pré-condições: a gravidade da osteoporose tinha de ser imposta; as mulheres precisavam compreender que ela era a "sua" doença; a menopausa tinha de ser definida como causa principal; e as mulheres tinham de considerar trivial o risco de cancro, quando comparado aos benefícios.

Na literatura médica, a osteoporose era originalmente considerada um problema dos ossos, e não das mulheres. Examinando-se as fracturas de quadril em termos de efeitos sobre o indivíduo e custos para o país, os homens têm metade das fraturas das mulheres e maior probabilidade que as mulheres de morrer em decorrência delas. Mas pouco se fala sobre homens e osteoporose. O "factor masculino" foi intencionalmente deixado de lado porque não se ajustava à redefinição do mal como doença feminina causada por falta de estrogénio. Esta estratégia foi necessária para promover a TRH.

Para conseguir isso, a Ayerst contratou uma grande empresa de relações públicas para vender a osteoporose. Eles tinham muito trabalho a fazer. Foi lançada uma grande campanha publicitária dirigida às revistas femininas. Médicos especialistas foram enviados para pregar o evangelho da TRH e da osteoporose em programas de rádio e televisão. Trabalhadores da saúde foram alistados para passar a mensagem a médicos e consumidores. Uma velha desfigurada, corcunda e curvada, foi o símbolo da táctica de choque da campanha, e conseguiu instilar o medo no coração das mulheres. Comentários como "A invalidez que a osteoporose pode causar é muito mais grave que o suposto risco de cancro do endométrio"11 e "Mesmo que você tome estrogénio sem progesterona, tem 15 vezes mais chance de morrer de fractura de quadril que de cancro do endométrio"12 foram usadas para seduzir as mulheres a voltar às hormonas.

A campanha inspirada pela indústria farmaceutica para revender o estrogenio com uma imagem mais limpa foi espantosamente bem sucedida. Sandra Coney observa: "Na década de 90, é total a reorientação da osteoporose como doença feminina. Hoje é obrigatório incluir a osteoporose como "sintoma" importante em qualquer discussão da menopausa. Ao convencer o público e os médicos de que a osteoporose é um distúrbio incapacitante e 'assassino' e que o estrogénio é a única cura, a TRH imbuiu-se de um tipo de santidade. A TRH oferece a salvação onde ela não existe, resgatando as mulheres de um destino impensável de velhas caducas e deformadas. Em vista disso, como alguém seria ingrato a ponto de levantar a questão do risco?"13

O bom senso foi atirado pela janela no caso da terapia hormonal. Não houve discussão da sabedoria ou da ética de medicar um número imenso de mulheres saudáveis e assintomáticas com drogas à base de estrogénio, reconhecidas entre "as drogas mais potentes da farmacopéia"14. O facto de que este enfoque jamais fora recomendado para nenhum outro remédio ou para a prevenção de nenhuma outra doença não tinha importância. A passagem da TRH de tratamento a terapia preventiva de longo prazo aconteceu sem debate ou justificativa.

A osteoporose tornou-se um tema de alto nível porque vende coisas. Além de ressuscitar a TRH e garantir sua posição de frente no conjunto de tratamentos, a indústria de latcicínios e as empresas farmaceuticas que produzem suplementos de cálcio apanharam boleia no comboio da osteoporose. A osteoporose atendia a vários interesses. Veio em socorro da indústria de lacticínios numa época em que as vendas caíam por causa da ansiedade das pessoas quanto ao consumo de alimentos que contivessem gorduras saturadas. Foi adicionado cálcio ao leite desnatado, transformando assim o leite num produto que poderia ser vendido como saudável - como prevenção da osteoporose. Alertaram às mulheres que os seus ossos ficariam quebradiços caso não tomassem cálcio a mais com os novos lacticínios fortificados15.

Os fabricantes de suplementos de cálcio também alegaram que seus produtos poderiam impedir a perda óssea, apesar do facto de não existirem provas absolutas de que isto seja verdade. Em 1986, os consumidores americanos gastaram 166 milhões de dólares com suplementos de cálcio. Antes da mania do cálcio, e contribuindo para ela, o National Institute of Health (Instituto Nacional da Saúde, ou NIH) dos Estados Unidos recomendou, em 1985, que as mulheres aumentasse sua ingestão diária de cálcio. Em 1989, o NIH avisava que os promotores do cálcio "prometem mais cálcio do que vendem"16.

OSSOS A OLHO NU

Para compreender os muitos mitos sobre a osteoporose e os tratamentos recomendados, é vital entender a natureza dos ossos. O osso é um tecido vivo que sofre transformações constantes. Pode parecer estáctico, mas os seus componentes básicos renovam-se continuamente. A qualquer momento, em todos nós, há de 1 a 10 milhões de pontos onde pequenos segmentos de osso velho se dissolvem e cria-se osso novo para substituí-los. O tecido ósseo é nutrido e desintoxicado por vasos sanguíneos em trocas constantes com o corpo todo17. Um corpo saudável garante ossos saudáveis. As células que formam os ossos são de dois tipos: osteoclastos e osteoblastos. A tarefa dos osteoclastos é viajar pelo osso em busca de osso velho que precise ser renovado. Os osteoclastos dissolvem o osso e deixam para trás minúsculos espaços vazios. Então, os osteoblastos vão ocupar estes espaços para construir novo osso. Desta forma, o osso cura-se e renova-se a si mesmo num processo chamado de "remodelamento". Esta capacidade de se consertar é extremamente importante. O desequilíbrio do remodelamento ósseo contribui para a osteoporose.

Quando se destrói mais osso velho do que se constrói osso novo,a contece a perda óssea. A troca dos ossos nunca pára completamente. Na verdade, depois dos 50 anos a taxa aumenta, embora não seja bem coordenada. As células que fabricam osso, os osteoblastos, tornam-se cada vez menos capazes de preencher completamente os espaços abertos pelos osteoclastos18. A quantidade máxima inicial de osso e a taxa de perdas determinam a densidade de nossos ossos. A densidade varia muito entre os indivíduos, culturas, raças e sexos. Como explica a dra. Susan Love, autora de Dr Susan Love's Hormone Book(O livro das hormonas da dra. Susan Love): "... o termo correcto para baixa densidade óssea é 'osteopenia'. É apenas um dos factores da osteoporose e das fracturas dela resultantes. Outro factor é a micro-arquitetura do osso. Quando os osteoclastos absorvem mais osso do que se refaz, a micro-arquitetura torna-se frágil. Com o enfraquecimento, o pulso e o quadril tornam-se mais vulneráveis a fracturas. Na verdade, as suas vértebras não são fracturadas ou quebradas, mas sim desfeitas, causando perda de altura e, caso se esmaguem vértebras suficientes, surge uma corcunda."19

Até que ponto é real a "síndrome da corcunda"? Segundo o dr. BruceEttinger, endocrinologista e professor assistente de clínica médica na Universidade da Califórnia: "... as mulheres não deveriam preocupar-se com a osteoporose. A osteoporose que causa dor e invalidez é uma doença muito rara. Só 5% a 7% das pessoas de 70 anos apresentam colapso vertebral; só metade dessas terão duas vértebras envolvidas; e talvez um quinto ou um sexto apresentarão sintomas. Tenho uma longa prática e pouquíssimos pacientes curvados. Tem havido muito bla-bla-blá ultimamente, um monte de mulheres preocupadas e um excesso de exames e receitas de remédios."20 A definição médica de osteoporose costumava ser "fracturas causadas porossos pouco densos".

Mais recentemente ela foi redefinida como "doença caracterizada por reduzida massa óssea e deterioração micro-arquitetónica do tecido ósseo que leva a fragilidade óssea crescente e consequente aumento do risco de fraturas"21. Contudo, há um problema na definição de osteoporose como doença e não como fractura. A massa óssea reduzida é apenas um factor de risco da osteoporose, e não a osteoporose propriamente dita. É um sinal de alerta que pode ser útil para que você comece a pensar em maneiras de impedir a ocorrência da doença. A dra. Love apresenta uma anologia notável: "É como definir a doença coronariana como nível elevado de colesterol em vez de enfarte do miocárdio. Não é preciso dizer queesta nova definição aumentou o número de mulheres e homens que sofrem de osteoporose."22

Embora a nova doença tenha dois componentes, a massa óssea e a micro-arquitetura, esta última é praticamente ignorada. O problema é que, hoje em dia, somente a densidade óssea pode ser medida. Além disso, nem todo mundo com baixa densidade óssea sofrerá fracturas. Por exemplo, as mulheres asiáticas têm baixa densidade óssea, mas taxa baixíssima de fracturas. A suposição generalizada tem sido que, quando o osso chega a certo nível de porosidade, torna-se mais sujeito a fracturas. Agora que se conhece melhor a fisiologia óssea, fica claro que isso não é tudo. O osso não se quebra somente por causa da porosidade. Especialista importante em ossos e autora de Better Bones, Better Body (Ossos melhores, corpo melhor), Susan E. Brown, PhD, afirma: "A osteoporose sozinha não causa fraturas ósseas. Isso é documentado pelo simples facto de que metade da população com ossos osteoporóticos nunca sofre fraturas."23

Lawrence Melton, da Clínica Mayo, observou já em 1988: "A osteoporose sozinha pode não ser suficiente para produzir tais fracturas osteoporóticas, já que muitos indivíduos nunca sofrem fracturas mesmo nos subgrupos de densidade óssea mais baixa. A maioria das mulheresc om mais de 65 anos e dos homens com mais de 75 perderam osso suficiente para colocá-los sob risco significativo de osteoporose, mas ainda assim muitos nunca têm fratura alguma. Aos 80 anos, praticamente todas as mulheres dos Estados Unidos são osteoporóticas segundo adensidade óssea do quadril, mas por ano apenas uma pequena percentagem delas sofre fracturas de quadril."24

Por que hoje parece haver mais mulheres com osteoporose do que no passado? Como explica a dra. Love: "... parte deste aumento nada mais é do que mudança de definição... Não é preciso dizer que quanto mais amplos os critérios usados para definir a osteoporose mais mulheres ficarão nesta categoria. O nível de densidade óssea que define a osteoporose foi colocado bem alto, resultando que a maioria das mulheres mais velhas ficará na categoria de "doença" - o que é óptimo para os que estão no negócio de tratamento de doenças."25

AS CAUSAS MÍTICAS DA OSTEOPOROSE

Há muitas culturas no mundo em que as mulheres, depois da menopausa, têm boas condições físicas e são activas e saudáveis até o fim da vida. Também é verdade que as mulheres destas culturas não sofrem de osteoporose. Se a menopausa sozinha fosse na verdade uma das causas da osteoporose, todas as mulheres do mundo estariam inválidas por causa de fracturas. É claro que este não é o caso. As mulheres maias vivem 30 anos depois da menopausa mas não contraem osteoporose, não perdem altura, não desenvolvem corcundas e os seus ossos não se partem.

Uma equipa de pesquisadores analisou os seus níveis hormonais e densidade óssea e descobriu que o seu nível de estrogénio não era mais alto que o das mulheres americanas brancas - e em alguns casos era ainda mais baixo. Os testes de densidade óssea mostraram que a perda óssea ocorria nestas mulheres no mesmo ritmo das suasc olegas americanas26. Costumava-se pensar que todas as mulheres sofriam um decréscimo considerável dos ossos por causa do baixo nível de estrogénio na menopausa, e assim se disse que a deficiência de estrogénio era ac ausa da osteoporose. O prosseguimento das pesquisas desautorizou esta ideia. Os estudos que acompanharam a densidade óssea de mulheres no decorrer do tempo mostraram que, embora algumas mulheres percam muito osso na menopausa, outras perdem pouco; e também, que algumas perdas começam mais cedo27.

Um dos estudos, que usou exames de urina para medir a perda de cálcio, descobriu que algumas mulheres são "eliminadoras rápidas" enquanto outras são "eliminadoras normais". Se a osteoporose se deve à deficiência de estrogénio, deveríamos encontrar níveis de estrogénio mais baixos nas mulheres com osteoporose do que nas que não apresentam a doença. No entanto, os estudos mostraram que o nível da hormona sexual depois da menopausa és emelhante em mulheres com ou sem osteoporose28. A dra. Susan Brown comenta: "Mesmo nos Estados Unidos, onde a osteoporose é comum, muitas mulheres mais velhas mantêm-se livres da doença. Além disso, as taxas mais altas de osteoporose entre os homens e mais baixas entre as mulheres de algumas culturas não sustenta a noção de que a perda óssea excessiva se deva ao declínio da produção ovariana de estrogénio. E para acrescentar mais uma dimensão, descobrimos que mulheres vegetarianas tem nível sérico mais baixo de estrogénio mas densidade óssea mais elevada que mulheres carnívoras."29

Obviamente, dizer que a osteoporose é uma doença isolada e inevitável que ocorre em todas as mulheres na menopausa é uma simplificação grosseira. A mulher que remove os ovários cirurgicamente tem o dobro de perda óssea da mulher que passa pela menopausa natural. Como os ovários continuam a produzir outras hormonas que não o estrogénio depois da menopausa, fica óbvio que o estrogénio é apenas um dos factores relacionados à perda óssea. A dra. Jerilynn Prior, professora de endocrinologia da Universidade da Colúmbia Britânica, realizou pesquisas que contradizem seriamente o papel-chave do estrogénio na prevenção da perda óssea. A sua pesquisa confirma que o papel do estrogénio no combate à osteoporose é muito pequeno. No seu estudo com mulheres atletas, ela descobriu que a osteoporose acontecia quando as atletas se tornavam deficientes em progesterona, ainda que seu nível de estrogénio continuasse normal. A dra. Prior continuou a pesquisa com mulheres não atletas, e obteve o mesmo resultado.

Embora ambos os grupos de mulheres menstruassem, tinham ciclos anovulatórios (não ovulavam), e, assim, deficiência de progesterona. Como resultado da sua extensa pesquisa, ela confirmou que não é o estrogénio, mas a progesterona que constitui a hormona chave da construção óssea. Tais estudos questionam seriamente o vínculo entre a deficiência de estrogénio e a osteoporose30. O dr. John Lee, médico, pesquisador e importante autoridade nos tratamentos com hormonas naturais, realizou um estudo de três anos em que tratou com progesterona natural 63 mulheres já na menopausa. Elas mostraram um aumento de 7% a 8% da densidade óssea no primeiro ano, de 4% a 5% no segundo ano e de 3% a 4% no terceiro ano. A descoberta foi reforçada pelo dr. William Regelson, outro especialista em hormonas. "Dado o facto de que 25% de todas as mulheres correm o risco de desenvolver osteoporose, penso ser inconcebível que o papel da progesterona nesta doença tenha sido negligenciado."31.

Embora o estrogénio tenha um papel importante e complexo na manutenção da saúde dos ossos, a osteoporose não pode simplesmente ser atribuída ao nível baixo de estrogénio que ocorre na menopausa. Numerosos factores dietéticos, quotidianos e endócrinos contribuem para o desenvolvimento da perda excessiva de tecido ósseo. A osteoporose não é produzida simplesmente pela falta de uma única hormona. A intenção de transformar a menopausa e a deficiência de estrogénio nas principais causas da osteoporose deu à TRH uma nova legitimidade como tratamento preventivo de longo prazo desta doença. Ainda que se tenha provado que o estrogénio tem alguma eficácia no retardamento da taxa de perda óssea por reduzir o ritmo em que as céluas ósseas são reabsorvidas, ele não pode reconstruir o osso.

Infelizmente, este benefício não atinge todas as mulheres. Para ter alguma eficácia nas mulheres em maior risco após a menopausa - as que têm 70 anos ou mais - elas deveriam tomar estrogénio continuamente durante décadas. Este, então, torna-se um dilema bastante sério para elas. Sabe-se hoje que a TRH aumenta o risco de cancro de mama em 10% ao ano para cada ano de uso. Dez anos de TRH aumentam o risco em 100%32. É óbvio que os numerosos riscos da TRH ultrapassam em muito os efeitos benéficos bastante limitados para os ossos, principalmente quanto há tantas alternativas mais seguras e eficazes. O aumento do risco de uma doença mortal vale realmente a pena?

O MITO DA DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO

Quando perguntamos as causas da osteoporose, a maioria das pessoas repetirá: "falta de cálcio". Esta ideia é reforçada todos os dias quando se lembra às mulheres que tomem os seus três copos de leite por dia e seus suplementos de cálcio. Mesmo mulheres jovens, saudáveis e não osteoporóticas andam paranóicas com a perda potencial de massa óssea e tomam precauções para aumentar a força de seus ossos combastante cálcio. O medo de cálcio insuficiente tornou-se obsessão nacional. Há mesmo um défice nacional de cálcio? Como o osso é composto em grande parte de cálcio, parece lógico vincular a ingestão de cálcio à saúde dos ossos. As mulheres ocidentais são hoje encorajadas a consumir pelo menos 1.000 a 1.500 mg de cálcio por dia. No entanto é curioso que os dados de outras culturas mostrem claramente que, em países menos desenvolvidos, onde as pessoas consomem pouco ou nenhum laticínio e ingerem menos cálcio no total, há taxas muito mais baixas de osteoporose33. Os bantus da África têm a taxa mais baixa de osteoporose de todas as culturas, mas consomem apenas de 175mg a 476mg de cálcio por dia.

Os japoneses ingerem em média 540mg por dia, mas as fracturas vertebrais da pós-menopausa tão comuns no Ocidente são quase desconhecidas no Japão. No total, sua taxa de fractura vertebral é metade da dos EstadosUnidos. Tudo isso é verdade, embora os japoneses tenham uma das expectativas de vida mais longa dentre todos os povos. Estudos de populações da China, Gâmbia, Ceilão, Suriname, Peru e outras culturas apresentam descobertas semelhantes de baixa ingestão de cálcio e taxas reduzidas de osteoporose34. O antropólogo Stanley Garn, que estudou a perda óssea durante um período de 50 anos em povos do norte e do centro da África, não conseguiu encontrar relação entre a ingestão de cálcio e a perda óssea35. Embora todos concordem que a ingestão adequada de cálcio seja absolutamente necessária para o desenvolvimento e a manutenção de ossos saudáveis, não há padrão de ingestão ideal de cálcio. Também fica óbvio em todos esses estudos que a ingestão elevada de cálcio não é necessária para se ter ossos saudáveis. Há, certamente, um problema com a saúde óssea nas culturas ocidentais. No entanto, outros factores vitais que determinam o processo complexo da saúde óssea devem ser compreendidos.

Os ossos são afectados pela ingestão de outros nutrientes constitutivos dos ossos, pelo consumo de substâncias potencialmente prejucidiais como o excesso de proteínas, o sal, a gordura saturada e o açúcar; pelo uso de algumas drogas, álcool, cafeína e tabaco; pelo nível de exercícios físicos; pela exposição ao sol e a toxinas ambientais; pelo impacto do stress; pela remoção dos ovários e do útero; e por muitos factores que limitam o funcionamento das glândulas endócrinas. Há pelo menos 18 nutrientes fundamentais na construção óssea, essenciais para a saúde óptima dos ossos. Se a dieta de alguém for deficiente em qualquer destes nutrientes, os ossos sofrerão. Entre eles, estão fósforo, magnésio, manganês, zinco, cobre, boro, silício,flúor, vitaminas A, C, D, B6, B12, K, ácido fólico, ácidos graxos essenciais e proteínas.

O corpo só usa os sais minerais quando estão no equilíbrio correcto. Por exemplo, meninas que consomem dietas ricas em carne, refrigerantes e alimentos industrializados com alto teor de fósforo apresentam perda alarmante de massa óssea36. A proporção elevada demais de fósforo em relação ao cálcio provocará a retirada de cálcio dos ossos para compensar. As provas científicas demonstram sem sombra de dúvida que, sozinhos, os suplementos de cálcio simplesmente não funcionam37. E ao contrário do pensamento popular, a suplementação com cálcio não reduz o risco de fracturas. Há hoje provas de que um nível elevado de suplementação com cálcio está na verdade associado a um aumento de 50% do risco de fracturas38.

Contudo, ainda assim, não há prova de que o aumento de ingestão de cálcio depois da menopausa, por meio de suplementos ou da dieta, impeça fracturas. Na verdade, vários estudos indicam que isso não parece reduzir de forma alguma a incidência de fracturas. No número de agosto de 1978 da revista Science afirmou-se que "o vínculo entre cálcio e osteoporose foi feito com bases insuficientes" e que os anunciantes estava muito à frente das provas científicas. Mas uma dieta rica em cálcio na primeira infância e os anos anteriores à menopausa realmente fortalece os ossos, reduzindo o risco de sua porosidade depois da menopausa. Os piores suplementos de cálcio são farinha de osso, conchas edolomita, porque não podem ser absorvidos com eficiência e talvez contenham chumbo. A ingestão excessiva de cálcio também causa prisão de ventre e, pior, pedras nos rins e calcificação das articulações.

A forma mais eficiente de suplementação é a hidroxiapatita (principalmente se for formulada com boro). Este é o suplemento de cálcio mais natural e um alimento completo para os ossos39. E quanto aos laticínios? O dr. Michael Colgan, conhecido pequisador da nutrição, escritor e fundador do Instituto Colgan nos Estados Unidos, disse: "O conselho médico de tomar leite para impedir a osteoporose é um total papo furado." Depois de tudo o que nos ensinaram, é chocante descobrir que os lacticínios contribuem para a perda óssea. Os países que consomem maior quantidade de laticínios também apresentam as taxas mais altas de osteoporose; os países que não consomem laticínios têm as taxas mais baixas de osteoporose.

Na sabedoria do corpo, a prioridade máxima é manter o equilíbrio apropriado entre ácidos e bases no sangue. Uma dieta rica em proteínas da carne e dos laticínios apresenta alto risco de osteoporose porque torna o sangue muito ácido. O cálcio, então, precisa ser extraído dos ossos para restaurar o equilíbrio correcto. Como o cálcio do sangue é usado por todas as células do corpo para manter sua integridade, o organismo sacrifica o cálcio dos ossos para manter a homeostase. Num estudo de um ano de duração com 22 mulheres que já haviam passado pela menopausa, não houve melhora significativa do nível de cálcio quando sua dieta foi suplementada diaramente com três copos de 300ml de leite magro (equivalente a 1.500 mg de cálcio). Os autores afirmaram que este resultado deveu-se ao "aumento médio de 30% da ingestão de proteínas durante a suplementação com leite." Como o leite magro contém quase o dobro de proteínas do leite integral, promove uma taxa ainda maior de eliminação de cálcio.Num estudo de doze anos recentemente publicado, com quase 78.000 mulheres, concluiu-se que o consumo de leite não protege de fracturas de quadril ou antebraço. Na verdade mulheres que bebem leite apresentaram risco significativamente ampliado de fractura e o consumo de leite na adolescência não protegeu da osteoporose41.

Ainda há outros problemas nos lacticínios. Eles contêm antibióticos, hormonas estrogénicas, insecticidas e uma enzima que é factor conhecido do câncer de mama. Além disso, outro estudo recente revelou que as mulheres com intolerância à lactose que bebiam leite apresentavam risco maior de cancro de ovário e infertilidade42.

O ENGODO DAS DROGAS QUE FORMAM OSSOS

As empresas farmaceuticas fazem menos propaganda mais outra arma no seu arsenal contra a osteoporose: remédios que prometem deter a perda óssea. Uma das drogas preferidas é o Fosamax, o único remédio não hormonal aprovado pela FDA norte-americana para o tratamento da osteoporose. Estudos sobre esta droga foram espertamente interrompidos depois de quatro a seis anos. É justamente este o ponto em que a taxa de fracturas demulheres que tomam drogas semelhantes começa a crescer. Assim, embora o Fosamax pareça à primeira vista aumentar a densidade óssea, na verdade ele reduz a resistência dos ossos. O Fosamax é um veneno metabólico que, na verdade, mata os osteoclastos necessários paramanter o equilíbrio dinâmico dos ossos.

Além disso, ele pode causar danos severos e permanentes ao esôfago e ao estômago. Também sobrecarrega os rins e pode provocar diarréia, flatulência, urticária, dores de cabeça e dores musculares. Ratos que receberam dosagens elevadas desenvolveram tumores da tireóide e das supra-renais. O Fosamax também causa deficiências de cálcio, magnésio e vitamina D, essenciais para o processo de construção óssea44.

PARA CONSTRUIR OSSOS SAUDÁVEIS

Está claro que os tratamentos mais recomendados às mulheres pelos médicos - TRH, suplementos de cálcio, lacticínios e remédios - com certeza beneficiaram principalmente a sociedade médica e a indústria farmacêutica. O benefício real a longo prazo para as mulheres é mínimo, na melhor das hipóteses, e, na pior delas, uma ameaça à vida.Por sorte há outras opções capazes não só de prevenir o crescimento da deterioração da densidade óssea e a má cicatrização óssea como também aumentar a massa óssea de mulheres de todas as idades.

Segundo a dra.Susan Brown, as seis áreas de intervenção que formam o programa mais vigoroso e confiável para a construção e manutenção dos ossos incluem: maximizar a ingestão de nutrientes, aumentar o vigor digestivo, minimizar a ingestão de antinutrientes, exercitar-se (principalmentecom pesos), desenvolver uma dieta alcalina e promover a vitalidade endócrina. Ela acredita que "não importa onde você está na evolução da saúde óssea, não importa qual foi o seu estilo de vida; nunca é tarde demais para começar a reconstruir ossos saudáveis."45 Algumas das principais linhas-guia para prevenir a perda de massa óssea, detê-la ou restaurá-la incluem a suplementação com progesterona natural, hidroxiapaptite, citrato de cálcio ou fórmulas herbáceas chinesas Na hora de garantir ossos saudáveis, é importante lembrar que não vale apenas o que se põe para dentro do corpo, mas também o que não se põe. Cada vez mais estudos corroboram os efeitos extremamente benéficos de um programa de exercícios regulares com pesos para aumentar a densidade óssea das mulheres depois da menopausa.

A tendência vitalícia da mulher a fazer regime para emagrecer tem sido causa nãor econhecida de perda óssea. Pelo menos sete estudos bem controlados demonstraram que, quando uma mulher faz regime e perde peso, também perde osso. Um estudo recente descobriu que, em menos de 22 meses, mulheres que se exercitavam três vezes por semana aumentaram a sua densidade óssea em 5,2%, enquanto mulheres sedentárias perderam 1,2%46. O treinamento eficaz inclui exercícios como subir ladeiras, pedalar em marcha pesada, subir escada e exercitar-se com pesos. A osteoporose não é uma doença do envelhecimento nem uma deficiência de estrogénio ou cálcio, mas uma doença degenerativa da cultura ocidental. Nós a causamos em nós mesmos por meio dos maus hábitos alimentares, do estilo de vida e da exposição a drogas farmacêuticas. Foi nossa ignorância que nos deixou vulneráveis aos interesses ocultos que distorceram intencionalmente os factos e sacrificaram de bom grado a saúde de milhões de mulheres no altar do lucro e da ganância. Só com nossa disposição de assumir a responsabilidade por nossos corpos e denos dedicarmos a voltar a uma forma de vida saudável e equilibrada é que seremos capazes de andar erectos e fortes pelo resto da vida.

Sobre a autora: Sherrill Sellman é autora de Hormone Heresy: What Women MUST KnowAbout Their Hormones (Heresia hormonal: o que as mulheres DEVEM sabersobre as suas hormonas). Devido à grande demanda de aconselhamento quanto à saúde hormonal e alternativas hormonais naturais por parte de mulheres de toda a Austrália e para referência de profissionais desaúde interessados, Sherrill fundou o Serviço de Aconselhamento e Referência sobre Saúde Hormonal Natural. Desde 16 de novembro de 1998o serviço está disponível pelo telefone 1902 211 191 (na Austrália).

http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=102&Itemid=32


Notas:

1. Royal Australasian College of Physicians, Grupo de Trabalho sobreOsteoporose, relatório, 1991.
2. USA Health Facts, www.MedicineNet.com, p. 1.
3. Agência de notícias Reuters, 5 de novembro de 1996.
4. Transcrição de entrevista coletiva à imprensa de Robert Cohen, 10de junho de 1998, website .
5. Coney, Sandra, The Menopause Industry, Spinifex, Victoria,Austrália, 1993, p. 163.
6. op. cit., p. 164.
7. Ziel, H. e W. Finkle (1975), "Increased risk of endometrialcarcinoma among users of conjugated estrogen", New England Journal ofMedicine 293:1167-70.
8. Coney, op. cit., p. 165.
9. Donaldson, Angela, "Oestrogen: the menopause miracle", Woman's Day,Nova Zelândia, 10 de fevereiro de 1991, pp. 28-29.
10. Coney, op. cit., p. 169.
11. Resnick, N. e S. Greenspan (1989), "Senile osteoporosisreconsidered", JAMA 261(7):1025-29.
12. Hutchinson, T., S. Polansky e A. Feinstein (1979),"Post-menopausal estrogens protect against fractures of hip and distalradius: a case control study", Lancet 2:705-9.
13. Coney, op. cit., p. 171.
14. Salhanic, H. A. (1974), "Pros and cons of estrogen therapy forgynecologic conditions", in Controversy in Obstetrics and Gynecology(D. Reid e C. D. Christian, eds.), Saunders, Filadélfia, pp. 801-08.
15. Bonn D., "HRT and the Media", palestra apresentada na Women'sHealth Concern Conference, Cardiff, 31 de maio de 1989.
16. Stevenson, J., "Osteoporosis: the silent epidemic", Update, 1 deagosto de 1986, pp. 211-16.
17. Frost, H. (1985), "The pathomechanics of osteoporosis", Clin.Orthop. 200:198-225.
18. Love, Susan, MD, Dr Susan Love's Hormone Book, Random House, NovaYork, 1997, p. 77.
19. ibid.
20. Coney, op. cit., p. 107.
21. Consensus Development Conference, "Prophylaxis and treatment ofosteoporosis", Conference Report, Am. J. Med. 1991:107-110.
22. Love, op. cit., p. 79.
23. Brown, Susan, PhD, Better Bones, Better Body, Keats Publishing,Connecticut, USA, 1996, p. 38.
24. ibid.
25. Love, op. cit., p. 83.
26. op. cit., p. 85.
27. ibid.
28. Riggs, B. e L. Melton, "Involutional Osteoporosis" (1986), NewEngland Journal of Medicine 26:1676-86.
29. Brown, op. cit., p. 66.
30. Sellman, Sherrill, Hormone Heresy: What Women MUST Know AboutTheir Hormones, GetWell International, Havaí, 1998 (ed.norte-americana), p. 125.
31. ibid.
32. Colditz, G. A. (1998), "Relationships between estrogen levels, useof hormone replacement therapy and breast cancer", J. NCI90(11):814-823.
33. Melton, L. e B. Riggs, "Epidemiology of Age-related Fractures", emThe Osteoporotic Syndrome: Detection, Prevention and Treatment (L.Avioli, ed.), Grune & Stratton, Nova York, 1983, pp. 43-72.
34. Brown, op. cit., p. 62-63.
35. Garn, S., "Nutrition and bone loss: introductory remarks", Fed.Proc., nov-dez 1976, p. 1716.
36. Brown, op. cit., p. 126.
37. Colgan, M., dr., The New Nutrition, Apple Publishing, Canadá,1995, p. 62.
38. Website de Robert Cohen, .
39. Beckham, Nancy, Natural Therapies for Menopause and Osteoporosis,publicado por Nancy Beckham, NSW, Austrália, 1997, p. 56.
40. Cottrell, M. e N. Mead, "Osteoporosis and the Calcium Craze",Australian Wellbeing, nº. 57, 1994, pp. 70-75.
41. Fesknanich, D., W. C. Willet, M. Stamfer e G. A. Colditz (1997),"Milk, dietary calcium and bone fractures in women: a 12-yearprospective study", Am. J. Public Health 87:992-997.
42. Coney, op. cit., p. 60.
43. Health News You Can Use, boletim, nº. 60, 2 de agosto de 1998;website .
44. The John R. Lee, MD, Medical Letter, julho de 1998.
45. Brown, op. cit., p. 219.46. Nelson, M., PhD, Strong Women Stay Slim, Lothian, Melbourne,Austrália, 1998, p. 10.

Sem comentários: