quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Comércio Justo

Produtos de comércio justo e solidário: artesanato africano (instrumentos musicais, cerâmica e chás)
Produtos de comércio justo e solidário: artesanato africano (instrumentos musicais, cerâmica e chás)


O Comércio Justo constitui uma alternativa ao comércio convencional à escala mundial, sendo a sua preocupação instituir uma nova ética em todo o circuito comercial, desde o produtor até ao consumidor. O Comércio Justo estabelece uma relação paritária entre todos os participantes na cadeia de comercialização: produtores, trabalhadores, importadores, lojas de Comércio Justo e consumidores. Um dos seus grandes objectivos é esbater o fosso Norte/Sul, proporcionando uma série de apoios aos produtores desfavorecidos dos países em desenvolvimento, tais como:

- um pré-financiamento de 50% para a sua produção

-o pagamento do preço justo pelo resultado do seu trabalho

- o estabelecimento de parcerias comerciais com esses produtores não inferiores a 5 anos

- a aplicação dos lucros obtidos no desenvolvimento das comunidades onde estão integrados esses produtores

- a implementação de práticas de produção que respeitem o meio ambiente (agricultura biológica)

- formação e optimização dos métodos de produção, com vista a uma maior competitividade

- respeito pelos costumes e tradições vigentes, pela identidade dos povos indígenas, pela valorização do papel da mulher, etc.


O Comércio Justo promove a justiça social e económica, o desenvolvimento sustentável, e o respeito pelas pessoas e pelo meio ambiente, através do comércio e da sensibilização dos consumidores. Desta forma prova que os lucros, os direitos dos trabalhadores e o respeito pelo meio ambiente não são objectivos incompatíveis.

Actualmente existem cerca de 3.000 Lojas de Comércio Justo apenas na Europa (800 das quais só na Alemanha). Nelas estão empenhados cerca de 2.000 trabalhadores e 100.000 voluntários. Esta estrutura reflecte o envolvimento directo de mais de 1 milhão de trabalhadores, de mais de 40 países.

Em Portugal, até há cerca de 9 anos, o Comércio Justo era um assunto perfeitamente desconhecido. Foi em Amarante que, por iniciativa de um grupo local de jovens associados do Aventura Marão Clube, e na sequência de uma experiência de voluntariado Europeu, abriu a primeira Loja do Comércio Justo em Portugal, em Agosto de 1999.

Em 2001, apareceu mais uma Loja do Mundo perto de Coimbra e desde 4 de Maio de 2002 que 1 nova Loja do Mundo abriu em Lisboa. Porto e Peniche fecharam 2002 com chave de ouro ao abrirem novas Lojas. Neste momento há lojas do Comércio Justo em Barcelos, Braga, Amarante, Guimarães, Porto, Coimbra, Lisboa, Almada e prevê-se a inauguração de lojas em outros pontos do país para breve.

Mas não só de Lojas vive o Comércio Justo. Desde 1999 que vários voluntários têm promovido este conceito junto das escolas, comunicação social e em feiras/exposições. Através de parcerias com congéneres europeias, vários projectos têm permitido produzir diverso material informativo e didáctico com o qual já pudemos dinamizar centenas de sessões/seminários/feiras sobre Comércio Justo, percorrendo praticamente todo o país.

Neste contexto, os actores portugueses do Comércio Justo decidiram criar uma coordenação nacional (Coordenação Portuguesa de Comércio Justo - CPCJ) de modo a fortalecer o movimento em algumas áreas específicas, como sejam: a imagem pública do Comércio Justo, campanhas conjuntas de promoção do Comércio Justo, pressão política, suporte a novos promotores de Worldshops, plataforma de debate e reflexão, visibilidade europeia.

Esta estrutura nasceu em Dezembro de 2001 e é composta por 11 organizações (Cooperativas, Organizações Não Governamentais e Worldshops) que vão desde Barcelos até Faro. Em 2004 surge a Associação de Comércio Justo (ACJ), uma entidade criada para Certificar, Importar e Distribuir produtos do CJ.

Para mais informações, consulta:

www.equacao.comercio-justo.org

www.reviravolta.comercio-justo.org

www.coresdoglobo.org

www.ifat.org

www.eftafairtrade.org

www.fairtrade.net

www.worldshops.org



Referências:
http://www.reviravolta.comercio-justo.org/?cat=4
http://www.centrovegetariano.org/loja/Page-27-Com%E9rcio+Justo.html

1 comentário:

rita c disse...

Um conceito a apoiar activamente... embora algumas cooperativas e lojas de Comércio Justo não sejam tão "justas" quanto deveriam relativamente a alguns produtos provenientes de Comércio Justo. A ideia é promover e apoiar todo e qualquer produto com esta proveniência com o intuíto último de criar um mundo onde todos possam viver num clima de equídade.
Podem encontrar alguma informação em:
http://osprodutosnaturais.blogspot.com/2010/02/urtekram-activamente-pelo-fairtrade.html
http://www.urtekram.dk/ecologytheenvironmentandfairtrad/